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  • Foto do escritorBianca Merola

A sutileza do envelhecer


Estava sentada agora pouco na varanda e por um instante meus olhos se desviaram para a minha perna que já demonstra sinais de flacidez. Confesso que não vou na academia, impossível ter uma pele firme depois de uma vida inteira sem exercitar meus músculos. Preciso tomar o colágeno direito, foi o que pensei.

Mas ao mesmo tempo lembrei de um trabalho na faculdade que a professora perguntou qual era o nosso medo e eu respondi que era da velhice. Anos depois, lendo Napoleon Hill, descobri que esse é um dos 6 medos da humanidade. Segundo ele, toda pessoa herda a influência dos seis medos básicos, que são eles:

  1. Medo da pobreza.

  2. Medo da velhice.

  3. Medo da crítica.

  4. Medo de perder o amor de alguém.

  5. Medo da doença.

  6. Medo da morte.

Hoje, eu percebo que não tenho mais medo da velhice, na verdade não sei ao certo porque tinha esse medo, mas acredito que era o medo de envelhecer sem ter feito tudo o que eu queria. E olha que a lista é grande.

O fato é que envelhecer é de uma delicadeza que me encanta. Não foi da noite para o dia que a textura da minha pele mudou, aconteceu todos os dias durante esses quase 30 anos que já vivi e cada dia que passa eu mudo mais um pouquinho. Tanto no corpo quanto na alma.

Algumas coisas eu aprendo e outras eu sei que vou precisar de ajuda. Já faço com minha filha a mesma coisa que meus pais faziam comigo quando sinto dificuldade em resolver algo que aos olhos deles parece simples. E agora eu afasto um pouco mais o texto quando estou sem os óculos.

Nâo acredito nessa história que os 30 anos são os novos 20 e os 60 anos são os novos 40. Lidar com o envelhecimento maquiando a verdade só gera frustração e competitividade e isso já enfrentamos no mercado de trabalho.

Minha alma é jovem, assim como a dos meus pais. Ainda tenho muita coisa para fazer, muita história para contar e não carrego mais esse medo. Hoje percebo o quanto me sinto mais autoconfiante e isso reflete no meu trabalho. Não tenho medo de dizer que tenho 30 e sim muito orgulho por toda a minha trajetória. Essa minha segurança somada a minha experiência é o que me faz ser confiante.

Informar ou não a idade no currículo não quer dizer nada se não existe aceitação e autoconfiança. Dá licença, mas a molecada precisa ainda comer muito arroz com feijão. Eles podem até estar mais antenados mas a experiência de vida e a maturidade é insuperável.

Aprenda a se vender na hora da entrevista e utilizar a maturidade ao seu favor. Não é sobre a sua idade e sim sobre a sua segurança em oferecer o melhor resultado para a empresa.

Você confia no seu trabalho?

Eu confio no meu.

Beijo no seu ♥

Bianca

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